Pátria Mãe
Morre índio,
Morre negro no açoite,
No grito frio da noite.
Nunca esqueci.
Clandestino, exilado,ditadura...
Um pouco também morri.
Conta a História,
De um povo resistente,
Feito de "brava gente"
Até agora sobrevivi.
Desemprego, exclusão, falcatrua...
Levanto minha voz, levanta a tua:
Meu Brasil,
Meu Brasil.
De verdes matas,
Lindos rios, belas praias,
Agricultura,pecuária...
Tudo se pode produzir.
Na indústria,
No comércio, acredito,
Teu chão é o mais rico.
Por que empobreci?
Não é sonho.
Tampouco, desvaneio.
Me amamentei em teu seio
E agora estou aqui.
Tu és mãe, Pátria,
Sou teu filho.
Teus exploradores me excluíram.
Quero mais para mim e para ti:
Igualdade, distribuição de renda, justiça,
Ética sem cobiça.
Mãe, eu sempre quis.
Me acolhe outra vez em teu ventre,
Me faz sentir novamente que pertenço a ti
Meu Brasil!
Meu Brasil!
Lucineide Orsolin
palmitos, SC.
sábado, 3 de outubro de 2009
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